"Senhor
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm"
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm"
(Primeiro Caderno do Aluno de Poesia - Oswald de Andrade)
Oswald de Andrade
Nasceu em 11 de janeiro de
1890 em São Paulo. Diplomado como Bacharel em Humanidades, Bacharel em Ciências e
Letras, e Bacharel em Direito. Cursoua Filosofia. Ele participou do primeiro grupo
modernista com Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di
Cavalcanti. De 1917 a 1922 escreveu regularmente no “Jornal do Comércio”.
Casou-se com Kamiá (Henriette
Denise Boufflers), Maria de Lourdes Castro Dolzani de Andrade (Miss Cyclone),
Tarsila do Amaral, Patrícia Galvão (Pagu), Julieta Bárbara Guerrini e Maria
Antonieta d'Alkmin.
Namorou com a dançarina Carmen
Lydia e a pianista Pilar Ferrer.
Teve quatro filhos: José
Oswald Antônio de Andrade (Nonê) com Kamiá, Rudá Poronominare Galvão de Andrade
com Pagu, Antonieta Marília e Paulo Marcos, ambos de Maria Antonieta.
Falece em São Paulo, em 22
de outubro de 1954, na sua residência da rua Marquês de Caravelas, 214. É
sepultado no jazigo da família, no cemitério da Consolação, em São Paulo (SP).
Oswald é um escritor modernista da maior excêntricidade possível. Casou-se 6 vezes, em uma dessas vezes foi em um cemitério (Com a Pagu), retratou-se depois na igreja católica. Circulava em São Paulo usando luvas xadres. Compra um cadilac verde só porque o carro tem cinzeiro. Fora isso, criou expressões revolucionárias como respeitabundos e vagamundear. Demorou 9 anos para escrever um livro com 163 capítulos curtissímos.