"Miséria é falta de amor entre os homens!"
Maria
Rita de Sousa Brito Lopes Pontes (Salvador, 26 de maio de 1914 — Salvador, 13 de março de 1992), filha de Augusto
Lopes Pontes e Dulce Maria de Souza,
mais conhecida como Irmã Dulce, Beata Dulce dos Pobres ou Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo recebido o epíteto de "o anjo bom da Bahia", foi uma religiosa católica brasileira. Irmã Dulce notabilizou-se por suas obras de
caridade e
de assistência aos pobres e necessitados.
Maria Rita foi uma criança muito alegre, gostava
de brincar de boneca, empinar pipa e possuía adoração ao futebol (torcedora do
Esporte Clube Ypiranga). Desde muito nova já mostrava dedicação a pessoas
carentes, mendigos e doentes. Aos 13 anos transformou a casa da família em um
centro de atendimento a estas pessoas. Após 6 anos Maria Rita se transformou em
Irmã Dulce (em homenagem a sua mãe).
Por que falar dela?
Por um simples motivo... Foi uma das mulheres brasileiras mais importantes que existiu.
Os primeiros anos do trabalho da
jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São
Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda,
juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido
com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de
doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939,
Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para
operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.
Nesse
mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar
doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma
década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los
no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu
origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e
educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo
o Brasil.
Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco
tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30
anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade
respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma
das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de
porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos
gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República,
sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.
“Quando
nenhum hospital quiser aceitar algum paciente, nós aceitaremos. Essa é a última
porta e por isso eu não posso fechá-la.”
Irmã Dulce
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